Experiências com a leitura e a escrita:
Desde
criança cultivo o hábito, o carinho, o amor e a paixão pela leitura. Creio que
herdei o gosto de meus avós e pais. Lembro-me que, na minha infância, na
escola, todas as sextas-feiras tínhamos roda de leitura. A professora sempre nos
contava uma história, deixando sempre o suspense para a próxima roda. Meu
primeiro livro foi "Os gatinhos pintores"; tenho-o até hoje.
Ler, para
mim, é mágico. É a forma que eu encontro para compreender a mim mesma e o
mundo. É por isso que também escrevo e vejo nas minhas histórias um novo sonho
que se realiza.
Creio que a
minha casa é uma biblioteca. Tenho vários títulos e leio os mais variados
gêneros e autores: Vinícius de Moraes, Machado de Assis, Cecília Meireles...
autores da literatura juvenil, como Marcos Rey e Pedro Bandeira; literatura
estrangeira, como Edgar Alla Poe a Nicholas Sparks; e, principalmente, a
Bíblia, que é o livro dos livros.
Para os meus
colegas, deixo a frase do poeta espanhol Federico Garcia Lorca, que
diz:"Eu, se tivesse fome ou estivesse desvalido na rua, não pediria um
pão; mas pediria meio pão e um livro."
Sarah Vercoza Alves Romão
A leitura e
a escrita esteve sempre presente em minha vida, pois meus irmãos eram mais
velhos e já sabiam ler e escrever e eu brincava muito com eles de
escolinha. A leitura esteve presente sempre com mais expressão, porque lia
tudo que via, acredito que quando entrei para a Universidade a minha leitura
tomou maior dimensão, com a necessidade de estar em contato com a literatura,
Comecei a interessar pela literatura brasileira que foi me fascinando.
No entanto entre os escritores o que mais me encantou foi Jorge Amado, com suas
criações autênticas. De certo o cenário foi o que mais me atraiu para descobrir
suas histórias.
Fui sempre
interessada em novela, mas quando assisti Tieta do Agreste de Jorge Amado em
1989, nem pensava em ler um livro sobre esse assunto e nem desse
escritor, não imaginava que depois de mais de uma década,
seria encantada pela literatura e buscaria exatamente este livro para
ler. Pode até ser que nesse encontro com a literatura brasileira foi que
realmente descobri a importância e a força da escrita, como foi
fascinante ver a transformação do cenário em palavras escritas.
Tenho muitos
livros que ganhei e ainda não li, talvez porque nós sempre falamos, que
não temos tempo.
Silvana de Oliveira Rodrigues
Ingressei nesse mundo de leitura desde a época de infância. Na minha
adolescência me encantei com livros de romances. Fazia coleção e trocava com
amigas que também tinham esse hobby. Pouco depois me interessei pela língua
inglesa, ingressando em um curso que durou aproximadamente 10 anos. Isso me fez
ler muito e faz parte da minha formação. Infelizmente crescemos, os
compromissos aparecem e os livros de romances foram ficando de lado, mas ainda
quando tenho tempo releio alguns que ainda restam na coleção. Acredito que
iniciar a leitura na infância é primordial para um crescimento saudável. A
leitura abre portas para o mundo e o incentivo dos pais é essencial para que a
criança comece cedo a se interessar pela leitura. Agradeço a minha mãe que
também sempre foi uma leitora assídua e uma estudiosa do dicionário. Os
questionamentos dela sobre o significado de palavras nos motivavam a pesquisar
e aprender a cada dia uma nova palavra, e isso ocorre até os dias de hoje. O
enriquecimento do vocabulário é uma conquista diária. Pretendo passar para meu
filho essas coisas que aprendi desde a infância pois sei que me ajudaram muito
e contribuíram demais para a minha formação.
Vanessa Gonçalves Avante Cardoso
Entrei na
escola muito cedo porque minha mãe trabalhava, até hoje posso sentir o cheiro
do giz de cera que usava na educação infantil.
Minha mãe
foi figura marcante nas minhas atividades de leitura e escrita, estava sempre
presente, me ajudando, questionando e lendo para mim.
Um dia ela
me deu uma lousa e uma caixinha de giz, foi o meu melhor presente. Tudo que eu
aprendia na escola passava para os meus alunos imaginários (dois cachorros sem
raça definida e plantas que tinham no quintal). Uma simples brincadeira de
criança me fez evoluir muito na aprendizagem, lia textos, pedaços de livros, e
dessa maneira me familiarizei com a leitura e a escrita.
Um livro que
me marcou foi Dom Casmurro, de Machado de Assis, lembro que estava no ensino
médio, ficava toda hora lendo, para acabar e descobrir o final. Tive uma
professora muito boa nessa época, adorava as aulas de literatura, e isso me
ajudou a escolher o curso de Letras.
A leitura me
faz viajar, posso estar em diversos lugares sem sair do meu quarto, conhecer o
pensamento de outras pessoas, criar referências para evoluir.
Ultimamente
só estou lendo livros relacionados ao meu curso de pós-graduação, me cobro por
isso, como professora de português deveria ler mais. Acredito que a nossa vida
é uma eterna aprendizagem.
Thaisa Fernanda Cappellazzo
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